A compreensão apropriada da liberdade da vontade, na condição humana decaída, é auxiliada pela discrição entre livre ação e livre arbítrio.
Livre ação é uma característica da humanidade como tal. Todos os seres humanos são agentes livres no sentido de que eles podem tomar suas próprias decisões a respeito daquilo que querem fazer, escolhendo como como lhes agrada, à luz de sua própria consciência, inclinações e pensamentos. São responsáveis perante Deus e perante o resto da humanidade pelas próprias escolhas que fazem. Adão era um agente livre antes da queda e depois também, pois continuou a ter desejos e pensamentos, que punha em ação por meio de sua vontade. Do mesmo modo, agora, também, somos agentes livres. Continuaremos a ser assim depois da ressurreição Os santos glorificados exercem sua vontade, porém são confirmados na graça, a fim de que não pequem. As escolhas deles são produto de sua livre ação, escolhas feitas de acordo com a sua natureza, porém, agora, essas escolhas são boas e certas. A transformação do coração deles está completa, e eles desejam praticar só o que é reto.
Livre arbítrio foi definido por mestres cristãos do século II e de séculos posteriores como a capacidade de escolher nenhuma das opções morais oferecidas em dada situação. Agostinho ensinou que esta capacidade se perdeu na queda. Essa perda é parte do peso do pecado original. Depois da queda, nosso coração natural não está mais inclinado para Deus; ele está escravizado sob o jugo do pecado e não pode livrar-se dessa escravidão a não ser pela graça da regeneração. Esse modo de entender a escravidão da vontade é ensinado por Paulo em Rm 6. 16 - 23 " Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos, para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois escravos, seja do pecado para morte ou da obediência para justiça? Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora , os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em cristo Jesus, nosso Senhor". Somente a vontade que foi libertada é capaz de escolher a justiça livremente e de coração. O amor permanente pra com a justiça, isto é, a inclinação do coração para o modo de viver agrada a Deus, é um aspecto da liberdade que Cristo assegura " joão 8.34-36; Gl. 5.1,13.
Fonte : Bíblia de Estudo de Genebra - ano 1999
Via: Jesus a Simples Verdade

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