Gl. 5.1 " Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.

A salvação em cristo é libertação, e a vida cristã é uma vida de liberdade - pois cristo nos libertou (gl. 5.1; cf. Jo 8.32,26). A ação libertadora de Cristo não é basicamente de melhoramento social, politico ou econômico, como hoje, às vezes, se sugere; é a libertação do jugo da lei como meio de salvação; é a libertação do poder do pecado e da superstição.
Primeiramente, o cristão é libertado da lei como sistema de salvação. Sendo justificado pela fé em Cristo, não etá mais sob a Lei de Deus, mas sob a sua graça ( Rm. 3.19; 6 14-15; Gl 323-25). o seu status diante de Deus ( a "paz" e o "acaso" de Rm 5 1-2) é assegurado porque ele foi aceito e adotado em Cristo. Não depende e jamais dependerá daquilo que faz, e nem jamais estará em perigo por aquilo que deixar de fazer. Ele vive não porque é perfeito, mas porque é perdoado.
Embora sejam decaídos, os seres humanos pensam poder ganhar um relacionamento correto cm Deus, mediante disciplinas de obediência, de rituais e ascetismo. sem a justiça de Deus, eles procuram "estabelecer a sua própria" - como Paulo descreve os judeus ( Rm 10.3). Paulo sabia que esse é um empreendimento sem esperança. Nenhum desempenho humano jamais será bom o suficiente, e há sempre desejos errados no coração, não importando quão corretas sejam as ações exteriores (Rm 7.7-11); cf. Fp 3.6). Deus olha primeiro para o coração.
Longe de abrir o caminho para vida, a obra da lei é despertar, desmascarar e condenar o pecado que permeia nossa vida moral, fazendo-nos cientes de sua realidade e consequências ( Rm 3.19; 1Co 15.56; Gl. 3.10). A futilidade de considerar a lei como um sistema de salvação e de procurar justiça por meio dela torna-se plenamente evidente ( Gl. 3.10-12; 4.21-31). essa futilidade é a escravidão à lei, da qual Cristo nos liberta.
Em segundo lugar, os cristãos foram libertados do domínio do pecado ( Jo 8. 34-36; Rm 6. 14-23). Foram sobrenaturalmente regenerados e vivificados para Deus, através de sua união com Cristo na sua morte e na sua vida ressurreta ( Rm 6. 3-11). O desejo de seu coração agora é servir a Deus, através de sua união com Cristo na sua morte e na sua vida ressurreta ( Rm 6. 3-11). O desejo de seu coração agora é servir a Deus em Justiça ( Rm 6. 18-22). O domínio do pecado envolve não só constantes atos de desobediência, mas também constantes menosprezo da lei moral de Deus, criando, às vezes, ressentimento ou, mesmo, ódio para com a lei. Agora, contudo, sendo transformados no coração, sendo motivados pelo sentimento de gratidão pelo dom da graça e energizados pelo Espírito Santo, os cristãos servem " em novidade de espírito e não da caducidade da letra" (Rm 7.6).
Em terceiro lugar, os cristãos foram libertados da superstição, inclusive da ideia de que a matéria e o prazer físico são intrinsecamente maus. Contra essa idéia, Paulo insiste em que os cristãos são livres para desfrutar de todas as coisas criadas como dádivas boas de Deus ( 1Tm. 4. 4-5), na condição de não transgredirmos a lei moral, nem atrapalharmos o nosso bem-estar espiritual ou o dos outros ( 1 Co.6.12-13; 8 7-13).
Bíblia de estudo de genebra pg 1397 - ano 1999
Jesus a Simples verdade
Pr. Haroldo Azevedo
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